O Quatro de Ouros e o avarento

O Quatro de Ouros é uma imagem muitas vezes relacionada com o avarento, o possessivo, o ciumento e invejoso, que olha a criatividade do outro como um obstáculo. A criatividade do outro não é um desafio que o estimula, ele teme perder o seu posto, os aplausos, teme que suas posses possam ser ameaçadas pelas qualidades alheias.

No Às, vemos todas as possibilidades da criação. A avalanche criativa de tudo que podemos ser ou fazer. No dois, um novo projeto e desafio se apresenta. No três de Ouros, mais uma realização nos é entregue e conseguimos levá-la a cabo.
Parece que somos o modelo da vitória.

Agora, no quatro, o rei está posto, coroado, usufruindo suas posses. Ele sabe fazer, já provou isto. Mas está tão acomodado sentado em cima de sua capacidade e acumulando bens que não se dá conta que em time que está ganhando se mexe. Ele esqueceu que na vida há o inesperado, o Destino, que de uma hora para outra poderá mudar tudo.

A postura de acúmulo e medo faz com que ele comece a estagnar a energia que deve ser fluídica. A energia material pede que nós mantenhamos o fluxo constante, como o nome conta corrente sugere. Algo como um rio que flui, não é represado. Aprendi, na verdade continuo aprendendo, que todo o dinheiro deve ter um propósito. Isto significa que o acúmulo pelo acúmulo levará o dinheiro a buscar um novo fluxo, isso significará uma derrocada adiante. Com despesas inesperadas, quebras e quedas.

Ao estabelecer projetos de investimento e entender que o fluxo normal significa entrada e saída, nos permitimos viver a adaptabilidade da Roda, entendendo que alguns momentos estaremos em cima e em outros momentos estaremos embaixo, tomando o impulso necessário, criativo e de força para um novo retorno ao alto.

Ao nos apegarmos demais a uma posição, seja ela criativa ou de posse podemos ficar tentados a estabelecemos o domínio do momento. Para dominar o momento, a posição, o dinheiro ou como os outro nos veem, vamos começar a olhar para aqueles que estabelecem projetos ou formas diferentes da nossa forma, como traidores, conspiradores, ameaça e obstáculo que precisa ser suprimido. O passo seguinte será a queda e a perda completa da dignidade e, possivelmente, dos bens.

O Quatro de Ouros é uma carta sutil, ainda que fale de realização ela começa a apontar o perigo da estagnação.

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