Você não é o que possui

Não confunda você com o que possui. Afinal, quando você não tiver mais aquilo que acredita que possui, você continuará sendo quem é.

O Cinco de  Ouros chega com a queda. Normalmente, é um momento de perdas e dificuldades. Perdemos a confiança e a fé em nós (e parece que as outras pessoas também). Às vezes, o sentimento de inveja e ciúme, de querer manter uma posição a qualquer custo nos leva ao erro. E o erro retira a aura do herói que podemos ter construídos para os outros. Uma aura onde queremos que nossas idéias pareçam sempre as melhores. Uma energia que imprime ao redor a sensação que as coisas vão dar certo.

Invariavelmente, quando entramos na energia do Cinco de Ouros, uma sensação de derrota se apodera de nós, começamos a cometer erros seguidos, alguns considerados de principiantes. Nada parece dar certo. Parece que perdemos o ritmo e a sincronicidade e passamos a dizer coisas indelicadas, indesejadas e fora de sintonia. Perdemos o time.

Um evento de perda real pode detonar esse processo. Uma perda financeira, material, de um projeto, a nossa ideia não é considerada a melhor, perdemos uma promoção que parecia estar garantida. A queda do Cinco de Ouros nos obriga a rever valores e nos questionar no que nos apoiamos para sermos quem somos.

Uma das questões é: QUEM NÓS SOMOS? Sabemos responder essa pergunta com tranquilidade, ou passamos a vida nos identificando com o que construímos?

Se nos identificamos como o que construímos, somos o que temos? E se, por algum motivo, perdermos a posição, a casa, o carro, o dinheiro, deixaremos de ser quem nós somos? Às vezes, nos confundimos tanto com uma profissão, uma função, uma coisa, que ao perdermos uma delas parece que fomos derrotados e desaprendemos para quê servimos. Alguns chegam a achar que não tem mais sentido viver.

A dica, neste momento, é não resistir ao que possa vir a acontecer, ao que a vida está trazendo… Seja uma derrota numa competição, depois de anos de preparação, pensando num maratonista, ou em alguém que luta por ascensão numa empresa. Seja uma perda financeira por ter sido feita uma aposta equivocada num investimento. Seja a queda causada por uma má conduta. Uma conduta de alguém que resolveu manipular, tripudiar, mentir, sabotar o outro, para defender a sua própria posição, simplesmente por ver no outro um inimigo que ameaçava algo conquistado com muito esforço. A queda será salutar.

Neste momento devemos buscar encarar tudo como mais um desafio. Mas este desafio não pode ser abraçado com a mesma conduta de antes, deve ser vivido com mais paciência e humildade. Com a busca sincera de quais carências e auto-enganos lhe fizeram cair. Lembre, a carência não pode ser sanada com alguma coisa, com um objeto, uma pessoa, uma posição, nada exterior. Se tentarmos isso, e volta e meia tentamos fazer exatamente isto, sempre pareceremos feras prontas para atacar aquele que ameaça tirar nosso prato de comida…

Encontre a raiz do problema, o que lhe fez chegar onde está e perder o que quer que tenha perdido (seja um valor interno, a auto-confiança, a segurança, por exemplo, ou um valor externo, a perda de uma função). Ao encontrar o que precisa ser transformado, reoriente seus passos.

 

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