Você poderá querer se diluir no mar

Algumas pessoas sentem Deus, entendem que tudo está conectado, tudo é feito da mesma energia. Percebem o Criador nos animais, nas plantas, em toda a natureza, mas brigam com os seus próprios desejos, ou reclamam de como a humanidade é perversa. Questionam porque o Criador não muda o Mundo.

Outras pessoas são indignadas com a vida, se sentem abandonadas no Mundo e o consideram um lugar de expiação e martírio. Uma vez ouvi de @saatmaet que não é coerente amar o Criador e odiar a sua Obra, e isso vale para como lidamos com os outros e com nós mesmos. Afinal, estamos inseridos na obra.

Uma fábula: Um peixe desce o rio. O rio corre em direção ao mar. No trajeto, o peixe tem que passar por pedras, seres vão querer devora-lo. Haverá momentos de solidão, medo. Ele teme, não sabe o que significa o mar, mas o mar o chama, assim como chama o rio. Ele precisa continuar. No final do percurso, na porta de entrada do mar, tem um guardião. Ele perguntará ao peixe como foi o trajeto. Se ele não souber responder todas as perguntas, terá que voltar. E aí será uma outra vida, uma outra história.

O peixe pode também responder tudo e será chamado a decidir, se quer voltar e ajudar os que ficaram ou seguir adiante. A escolha é outra prova. Ninguém dá o gabarito. O peixe sonha em estar em todos os lugares, assim como o mar consegue estar, ele pensa…

O peixe quer ser grande e intenso. Dizem que para ser sozinho é preciso ser grande. Ser sozinho entendendo que somos feitos do mesmo elemento. Talvez por isso o peixe queira se sacrificar para ser o alimento do homem. A partir do momento em que se tornar alimento, crescerá e passará a fazer parte do próprio homem.  Essa diluição não é um desejo de se perder, mas um desejo de doação.

Enquanto queremos nos perder, descansar, relaxar, desejamos receber do mar, egoísticamente. No desejo de nos partir, para servir de alimento a outros, mudamos de qualidade, passamos a ser doadores. Essa doação nos leva a uma outra consciência. Neste ato, não nos perdemos, encontramos algo mais além de nós mesmos.

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