A Morte nos ensina a transcender

O arcano da Morte fala da necessidade de deixar morrer algumas experiências e aspectos da nossa personalidade. Nos ensina também que nada nos pertence, até mesmo o corpo teremos que devolver. Que todos os que se consideram superiores, sejam reis, juízes, presidentes, religiosos, seja qual cargo exercer, têm que passar pelo mesmo processo. Um processo igual para todos.

A Morte nos fala que o nascimento representa uma Morte no mundo de lá, assim como a saída deste plano representa um nascimento no outro mundo. Que assim como deixamos pessoas queridas aqui, também deixamos lá.

Os antigos egípcios diziam que “quem não sabe como morrer, não sabe como viver”. Naquela civilização, as pessoas preparavam suas tumbas, pintavam as paredes e escreviam nelas a história de sua vida, seus feitos e descobertas. Isso fazia com que eles, inevitavelmente, se voltassem para o que estavam fazendo com e na vida. Enquanto se ocupavam da Morte, pensavam em como a vida era efêmera, como os dias passavam rápido, como os desejos e as necessidades tomavam tempo demais para serem saciados e resolvidos.

Assim, eles procuravam arrumar a vida, dar um direção, largar o que era supérfluo. Nada de pensar: vou guardar esse objeto porque, quem sabe, algum dia eu irei precisar. Eles pensavam: se não foi usado, provavelmente não será, e se algum dia mais a frente for necessário, outras oportunidades surgirão, será numa nova realidade. Claro, toda ação deve ser feita com bom senso, mas o apego era desencorajado.

A Morte fala do fim e do nosso medo de viver o desconhecido, de querermos nos apegar ao que conhecemos, de não querer avançar. Fala de nossas perguntas sobre o mundo de lá, sobre o desconhecido.

Os egípcios acreditavam num paraíso, um lugar sagrado onde vivia o Deus Osiris. Um Deus que havia sido morto e esquartejado pelo irmão, mas que ressuscitou, venceu a morte e tinha um corpo glorioso. Todos queriam estar com Osiris. Mas, para chegar lá, era preciso saber o nome de todas as coisas que estavam no percurso, entre a travessia deste mundo e o mundo de lá. Eles entendiam que todas as “coisas” eram vivas e representavam aspectos interiores do sagrado, da própria Alma.

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