A jornada necessária para romper uma crença

Chegamos ao Dois de Espadas. O naipe que explicita  a luta mental empreendida para romper uma crença e estabelecer uma transformação na forma de pensar.

O corpo mental julga, condena, avalia, faz todo o processo do discernimento. E é também um grande controlador e programador da vida. Com ele nós construímos uma lógica para o mundo interior. Justificamos porque sentimos algo, porque pensamos algo, porque fazemos alto… São justificativas que embasam de alguma forma a nossa postura e a nossa vida. Essas justificativas podem ter um construção realmente lógica, mas não necessariamente ser verdade…

A jornada do crescimento exige de nós o desafio de sair da zona de conforto do que pensamos e acreditamos. Ela nos diz que para crescer de fato é preciso conseguir abandonar nossa forma habitual de pensar e nos coloca frente ao desafio de ver além, ressaltando que não vamos conseguir alcançar um novo prisma em relação a vida e a nós mesmos sozinhos. Não somos donos da verdade e não conseguiremos enxergá-la se não nos abrirmos para o desconhecido.

A crença tem um poder de condensar uma realidade, o problema é que a essa realidade condensada não necessariamente é uma realidade de fato. Assim, podemos dizer que somos incapazes de algo, embasados numa crença de ter ouvido por anos que éramos incapazes. E por mais que lutemos para provar que não somos incapazes, qualquer crise que se aproxime nos fará volta para a “zona do conforto” daquilo que já “sabemos”: somos incapazes. Mudar a crença significa insistir que podemos ser e pensar diferente e, neste caso, descobrir que somos capazes de muitas coisas, inclusive de nos reinventar.

Contudo, para esse processo acontecer é essencial a abertura. Afinal, se temos uma crença enraizada, nada, nem ninguém, conseguirá fazer com que seja diferente, se não conseguirmos nos abrir para essa nova possibilidade. É preciso permitir se desprogramar. E, às vezes, essa desprogramação significa parar de acreditar que nós sabemos o jeito certo de fazer as coisas. Significa e se deixar ser guiado. A jornada para isto é longa e dolorosa, ainda que enriquecedora…

O Dois de Espadas fala de um momento que estamos entre dois conceitos contraditórios, mas que enxergamos como verdadeiros. Podemos preferir não olhar para eles, mas a tensão, a angústia e o inconformismo continuarão dentro de nós, fomentando a ira interior e a insatisfação. Teremos que fazer uma escolha.

 

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