É preciso aprender a voar

O Elemento Ar é inconstante, arredio, livre. O elemento é como os pássaros ou borboletas que parecem andar a esmo, mas têm uma direção, uma lógica e um sentido. Mas, visto por nós, eles nos parecem impossíveis de definir a direção, a reação. Talvez seja porque nós queremos constantemente aprisioná-lo, normatizá-lo. O elemento ar representa nosso pensamento, nosso corpo mental. Até funciona a normatização e definição, mas isso é como colocar o pássaro numa gaiola, ele canta, e é belo, mas não é livre. Jamais mostrará tudo que ele pode estando dentro da gaiola.

Enquanto personalidade, usamos o campo mental para definir o mundo, as pessoas, as coisas e nós mesmos. Queremos deduzir, fazer analogias, racionalizar de forma lógica. Apreender a saber. Até aí tudo bem. Não há problema em querer aprender, entender. A questão é que tendemos a reduzir as coisas numa conclusão, num julgamento. Nosso discernimento não só busca entender, ele cataloga, julga e condena. Separando o que é certo, do que é errado. E condenando o que é errado a queimar no fogo do inferno da ignorância.

Acabamos sendo intolerantes, arrogantes, acreditando muitas vezes que temos a verdade. E se temos a verdade, logo, a verdade não pode estar com o outro. Se deduz que com o outro está a mentira. Nossa sociedade foi construída assim, com muros, barreiras, separações, condenações, aprisionamentos.

Mas para entender verdadeiramente é preciso muito mais do que definir e catalogar, na verdade, nem se precisa definir, essa é uma necessidade da nossa insegurança por não conseguir viver com situações e pessoas em aberto. Sei que isso não é fácil, mas acredito que é o caminho, tenho aprendido assim…

No meu caminho espiritual aprendi que quando o homem, enquanto humanidade, não enquanto indivíduo apenas, aprender a se comunicar com os pássaros estará perto de dominar/entender o plano mental. Afinal, o mental é como um pássaro, o qual precisamos ganhar a confiança e estabelecer uma relação para que ele possa se permitir ser treinado, mas nunca domesticado, nuca aprisionado. Precisamos aprender a voar com os pássaros, ir para outros lugares, outros ares, pensamentos, permitir ver as paisagens do alto e de lados diferentes, irreverentes, até de cabeça para baixo. Colocar tudo do avesso, sem medo de perder a direção. Os pássaros não perdem a direção, eles sabem se guiar por distâncias impressionantes.

@saatmaet me ensinou, e me ensina ainda, que algumas coisas precisam ser entendidas nas paralelas. Não tem como encaixá-las com outras, ainda que pareçam e até tenham alguma similaridade. Às vezes, não é possível fazer certas analogias, ainda que algumas sabedorias falem do mesmo, elas falam de formas diferentes e com cores diferentes. Os tons são parecidos, mas devem ser compreendidos nas suas diferenças e ter os seus tons diferentes respeitados. Ela me ensina que as vezes queremos encaixar a sala na cozinha, são espaços diferentes e dimensões diferentes, ainda que falem da mesma casa, um não cabe no outro, nem sempre…

Com @saatmaet aprendi que os pensamentos são como borboletas, não adianta querer domar o seu voo, é mais importante aprender a voar com elas ou permitir que elas voem livres e independentes. Assim, vamos nos permitindo chegar onde não chegaríamos apenas com a lógica e a razão…

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