Decifra-me ou te devoras

Quando encontramos as respostas mudam todas as perguntas

A Papisa ensina que é preciso se empolgar! Não podemos desanimar. A estrada é longa, e há muito a descobrir. Cada descoberta nos arremessa a novidades insuspeitas. O que se avizinha na escada de subida são maravilhas incontáveis. Mas a subida doi, é uma escalada difícil, cansativa, onde vamos perdendo as cascas, os medos, as inseguranças. Mas muito disso significa choques, crises, às vezes, situações desesperadas. Contudo, saímos de tudo isso mais renovados livres e sensíveis. Vamos descobrindo o que vem a ser aprender!! 😅

A Papisa, assim como a Esfinge, propõe um enigma: “Decifra-me ou te devoras”. Alguns acreditam que é ela quem irá devorar.  Mas então: Quem é a Esfinge? Pensando nela como a Papisa, ela representaria o Elo interior que nos liga a nossa Alma. Para os antigos, para quem passasse na sua frente a Esfinge perguntava: quem é você? Apesar de parecer simples a pergunta, ela não se satisfazia facilmente, obrigado a quem se encontrasse com ela a ir mais fundo.

Neste sentido, ela é a Papisa. Cabe a Papisa nos ensinar a refletir. Ela fala através de símbolos, alegorias e nos insere num universo místico e, algumas vezes, mítico também… Ela guarda uma passagem a qual só permitirá a entrada daquele que souber responder sua pergunta com verdade.

O arcano diz que devemos ser como a superfície de um lago, absorver sem julgar ou comparar, se esvaziar de pre-conceitos ou qualquer postura de “já sei”. Isso é aprender, isso é conhecer. 

A Papisa ensina que saber tem a ver com viver uma experiência que imprime em nós valores que nos ajudam a evoluir. Valores emocionais, materiais e espirituais. Ela nos pede para descobrir como entendemos as coisas. O que faz com que nós consigamos imprimir um conhecimento. O arcano fala de todo tipo de conhecimento, mas, principalmente, dos valores afetivos, materiais e espirituais. Também questiona o que molda a nossa personalidade. Ela nos pede para entender o que nos atrai ou que estamos desejando, algo ao ponto de não desejar mais ou não se deixar mais atrair hipnoticamente. Ela propõe que enraizemos um conceito, uma verdade, um valor ético ou moral, de tal forma que não conseguimos mais fazer diferente daquilo que aprendemos.

Claro que as experiências traumáticas, ou que apenas nos machucam, também fazem parte desse conhecer e amadurecimento, ainda que muitas vezes elas nos aprisionem mais que nos libertem. Mas entendo que essas experiências constróem um processo maior para que em outra oportunidade completem o arco de um amadurecimento e desenvolvimento do ser 🌞. Porque o verdadeiro conhecimento é libertador, não aprisionante.

A Papisa nos pede que estejamos dispostos a nos lançar numa jornada de autoconhecimento e fé. Ela guarda a chave, a porta, o livro, o túnel. Ela protege o que temos de mais sagrado, a Alma, a fonte que nos liga ao Criador. E protege de nosso próprio ego e só permitirá a passagem daquele que mostrar que está realmente preparado. Ela quer ver em ações, palavras e intenções esse preparo. Parafraseando uma Papisa querida, ela sabe “o nome daqueles que não sabem o Nome de Deus”. Essa é uma força oculta que representa o elo interior, a guardiã do mistério de quem somos. 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: