O risco em direção ao novo

Quem não arrisca não descobre o novo, não encontra a saída.

Todavia, existem inúmeras histórias com finais trágicos que nos ensinam justamente o contrário: a não arriscar. A história de Chapeuzinho Vermelho, de Branca de Neve, de João e Maria, até Alice no País das Maravilhas tem histórias que alertam aos desavisados: não é bom caminhar por caminhos desconhecidos…

Lembro de uma história em Alice onde a Mãe Ostra falava para as filhinhas que não deviam se afastar de casa, pois podiam acabar virando comida de algum esperto. Elas esnobam o ensinamento, não ligam para a mãe, e se afastam. Acontece exatamente o que a mãe havia previsto (dizem que praga de mãe pega! 😉 ). O fim é trágico e todas viram comida de um leão marinho.

Discernir por onde ir e a quem devemos ouvir é realmente um desafio, mas este é um desafio que precisa ser vivido em algum momento. Não podemos viver acreditando que o melhor é manter o que está dando certo, viver confortavelmente navegando por mares conhecidos. Manter eternamente os investimentos naquela aplicação mais estável. Podemos fazer isso, mas uma vida assim pode significar estagnação ou até uma queda inesperada.

Quanto da aristocracia europeia perdeu ao não conseguir se adiantar as mudanças que estavam vindo com a revolução industrial, da mesma forma, quanto os estados do sul dos EUA sofreram no seu desenvolvimento por apostarem na escravatura ao invés de começarem a investir na mão de obra paga. Algo parecido aconteceu no Brasil no Nordeste versus o Sudeste. Claro que há outros motivos e estou simplificando, mas o ponto é que a princípio a mudança pode parecer menos vantajosa e lucrativa, mas com o tempo ela pode se mostrar o melhor caminho para o futuro.

Todavia, somos ensinados a temer o risco, a desconfiar dos afoitos, mas, contraditoriamente, são os desbravadores que almejamos ser. É com eles que nos identificamos na maioria das vezes. Eles são os nossos heróis e estão no imaginário coletivo como os salvadores. Os heróis se arriscam para salvar a donzela em perigo, para declarar o amor, para conquistar o objeto do desejo.

Arriscar é algo extremamente difícil, mas essencial para o crescimento. É verdade que nem sempre vamos acertar, na verdade, muitas vezes vamos errar. Mas se não houver o passo em direção ao desconhecido, jamais descobriremos o que ainda não sabemos. Se ninguém abrir a nova estrada não será possível viver e ver a nova paisagem.

Assim, no arcano dois de Ouros nos vemos prontos para arriscar e viver o desconhecido. Sentimos que estamos preparados, acreditamos que sabemos o suficiente e podemos dar um novo passo. Desejamos o novo e vemos claramente a possibilidade de algo que está próximo, mas ainda não é palpável. É hora de arriscar e sair da posição confortável que já foi alcançada.

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