Não repita o filme

A Roda da Fortuna fala de nossas heranças genéticas e psicológicas e diz que temos aprendizados a serem feitos. Esses aprendizados vão se repetir continuamente até que possamos nos dar conta dele e façamos algo para mudar. Até que demonstremos que já aprendemos. Isso lembra aqueles filmes em que as pessoas ficam presas num dia que se repete a exaustão.

Neste caso, do nosso destino, ficamos presos em eventos e emoções que se repetem até que possamos chegar numa revelação de como fazer diferente. Só aí ganhamos a “senha” para sair desse “encantamento”. Tudo isso se refere a padrões que se refletem nas nossas relações.

Por exemplo, terminamos uma relação onde fomos subjugados e dizemos para nós mesmos jamais entrar em outra situação igual. Mas vivemos construindo arcos dramáticos na vida onde estamos na situação do que é subjugado. Invariavelmente, somos aquele que é magoado, esquecido, oprimido.

Às vezes deixamos uma relação onde essa troca é mais explícita e buscamos outra onde existe o mesmo padrão, de forma mais implícita. O problema não está na outra pessoa, o problema está em nós. Levamos conosco o padrão e vamos buscar, inconscientemente, alguém que se encaixe nele.

A Roda da Fortuna nos diz que para não repetir o filme é preciso mudar a forma. Mas para mudar a forma, primeiro é preciso reconhecer que ela é equivocada e existe, está,  em nós não na outra pessoa… Ainda que o outro canalize e, de certa forma, nos cause o mal, buscamos essa relação por algum motivo. E somos nós que a buscamos.

É preciso sair da posição de vítima. É preciso descobrir qual o motivo. E o motivo apontará para algum aprendizado que precisa ser feito. Algum entendimento sobre nosso interior.

Minha mestra me ensinou que tudo que nos acontece, ou que não nos acontece, é responsabilidade nossa. Somos nós que podemos mudar…

Vivemos padrões repetitivos… Uma forma de perceber o padrão, é olhar para todas as nossas relações afetivas (os padrões aparecem mais claros aí) e buscar qual o fio que liga todas as relações. Sempre tem um fio condutor. Há algo que nós buscamos no outro ou que queremos que o outro nos dê. Ajuda pensar da seguinte forma: se fôssemos traduzir numa palavra ou frase, o que se buscou em todas as relações, e qual foi o principal erro ou acerto cometido, qual seria essa frase. Isso pode ser um ponto de partida.

Devemos entender qual é a questão que precisa ser resolvida. Só assim vamos quebrar o padrão e evitar que esse filme se repita vezes incontáveis.

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