É hora de arrancar os padrões mais profundos

Há padrões dentro de nós tão profundos que para serem quebrados, ou arrancados, precisamos viver um grande choque. Esse choque pode ser a constatação de um autoengano sobre nós mesmos. Podemos ter acalentado durante muito tempo, como uma certeza, que iríamos alcançar um determinado objetivo. Vivíamos em função desse objetivo, contudo, um belo dia nos damos conta que jamais o alcançaremos.

Por exemplo. A meta pode ser uma promoção pela qual lutamos durante anos dentro de uma empresa. Imaginemos que alguém entra numa empresa num cargo subalterno, acreditando que existe uma promessa subentendida que um dia será presidente. Ele vai galgando degrau por degrau, construindo superações cada vez maiores, até chegar num ponto onde só falta essa promoção. Mas o tempo vai passando e nada disso acontece. Ele continua dando tudo de si, até que um outro candidato, bem mais jovem e com menos experiência que ele, se torna presidente.

Uma onda de raiva o invade. Ele sente que foram anos jogados fora e não vê mais perspectivas futuras. Tudo girava em torno da presidência. A situação o faz começar a se questionar: por que ele queria tanto aquele cargo? Por que acreditou que o cargo seria dele? Ele questiona sua própria percepção do mundo e percebe que sempre existiu um sentimento de inadequação, de não merecimento, de não ser capaz, mas também de não ser amado o suficiente. A presidência não significava apenas um cargo, acima de tudo, representava o desejo de comprovar seu valor.

A questão é: Para quem ele precisava comprovar o próprio valor? Várias respostas podem surgir: A esposa, os filhos, a sociedade, os pais…

Começar a cavar em busca dessa resposta, o levará a um turbilhão de emoções. Um turbilhão que pode despedaça-lo e fazê-lo se questionar porque passou tanto tempo vivendo em função de uma necessidade emocional.

Há uma outra pergunta: se não houvesse a necessidade de provar algo para alguém, o que ele iria fazer de fato? Chegar nessa resposta é a oportunidade de alcançar um grande insight. Às vezes o verdadeiro desejo, o desejo que está na essência da pessoa e a tornará uma pessoa mais feliz, está completamente longe daquilo que a ela tem feito por anos. Descobrir isso pode significar realmente uma mudança de 360 graus na vida.

É como chegar a conclusão que não somos quem imaginamos até então, e precisamos, urgentemente!, descobrir quem realmente somos, do que gostamos de fato e o que queremos para a nossa vida. Toda essa descoberta pode mudar por completo a vida. Após essa mudança a pessoa que começou esse processo será outra, alguém muito melhor, muito mais livre e feliz…

O Dez de Espadas fala da quebra de um padrão. Chegar nesse padrão é como encontrar uma raiz profunda de um trauma, de um nó, de algo mal resolvido do passado. Puxar essa raiz é também fazer com que tudo que foi construído até aqui se despedaça. E aquele que viveu a saga até aqui compreende que não será mais a mesma pessoa, na verdade pode até chegar a conclusão que nunca foi totalmente autêntico. A ideia que tinha de si mesmo mudou.

Entendam, num primeiro momento, essa mudança pode significar um sentimento profundo de tristeza e frustração. Mas a medida que cavamos e vamos puxando a raiz, vai vindo a tona mais paz e liberdade. Vamos nos sentindo curados de uma trava muito profunda que nos impedia de sermos quem realmente somos.

Um outro exemplo, acredito que cabe neste arcano, é a história de E O Vento Levou.

Na saga, Scarlett O’Hara faz um perseguição romântica a Ashley Wilkes, quem ela acredita que existe um sentimento recíproco. No entanto, Ashley é casado com sua prima, Melania Hamilton. Enquanto espera que Ashley deixe a esposa e fique com ela, Scarlett vive desencontros amorosos com Rhett Butler, um homem cínico que lhe demostra a amor e parece ser a única pessoa que consegue dobrar o orgulho Scarlett de fato.

Na história Scarlett se casa com Rhett Butler, mas sempre deixa claro que sua união é por interesse e circunstancial, enquanto vive a espera de Ashley. Até que um dia, depois da morte da esposa, Ashley confessa que nunca amou Scarlett. Neste momento Rhett Butler já havia abandonado a esposa, e seu amor parece ter definhado. A história não continua, mas podemos imaginar que o choque de Scarlett é como uma quebra de um autoengano, onde ela fica emparedada e terá que reconhecer equívocos e orgulhos. Ela é chamada a uma transformação, sem nenhuma garantia do que terá ao fim do processo… Para Scarlett, uma menina mimada pelo pai, orgulhosa e geniosa, a mudança virá provavelmente com uma vida mais solitária e com restrições…

Assim, o Dez de Espadas fala de um padrão enraizado, normalmente que tem origem nas relações familiares. Um padrão que nos faz agir em função de um sentimento, para suprir uma falta. Agimos inconscientemente e na quebra do padrão nos damos conta dos reais motivos que nos fizeram viver por anos algo que não tinha a ver, muitas vezes, com nossa verdadeira essência.

Claro que a descoberta do padrão e sua quebra também podem não chegar a ser uma mudança completa e radical no trabalho ou no relacionamento, mas pode significar uma mudança profunda na postura de vida, onde se passará a adotar uma forma de viver mais apaziguada com o Eu interior.

Todo esse processo não é nada fácil, e é sempre bom procurar um terapeuta, de preferência alguém que lide também com astrologia ou tarot. Neste momento é importante entender todo o processo que está sendo vivido e encontrar alguém que possa guiar até a saída…

 

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