A crença limita nossa realidade

Na vida nunca foi uma questão de ganhar ou perder! Sempre foi, é, e será, de aprender. E, ao aprender, poder se libertar da Roda das Encarnações. A questão é que muitas vezes nos vemos presos a crenças de como devemos ser e de como as coisas devem acontecer. Essa projeção de nossa auto-imagem e da imagem de como esperamos ser o mundo exterior e as pessoas (uma projeção que pode ocultar expectativa boas ou negativas) nos aprisiona. O Cinco de Espadas nos força a ver o quanto essa forma de viver é limitante.

O arcano ensina que são as nossas crenças que estipulam como as coisas devem acontecer, muito mais do que o destino. Vou explicar:

Alguém pode perguntar:

– Você já colocou o lixo lá fora?

Essa pergunta pode suscitar um sentimento/pensamento:

Porque está me perguntando? Essa não é minha tarefa? Claro que fiz. Porque ela acha que eu não fiz? Ela não acredita em mim, que eu posso fazer?… Ou então 

Porque ela está perguntando? Que coisa irritante, que mania de cobrança. Não é minha tarefa. Ela não tem que ficar bisbilhotando ou querendo saber se eu fiz ou não fiz…

Na verdade, tudo foi uma simples pergunta: Você colocou o lixo lá fora? Mas gerou um sentimento e um pensamento que interpretam a pergunta como uma cobrança e a cobrança, muitas vezes, como uma desconfiança. Esse sentimento/pensamento está fundamentado numa crença da pessoa que faz leitura da pergunta desta forma: A crença pode dizer que as pessoas acham que ela não é capaz, ou, acham que ela devia fazer mais do que tenho feito até aqui. A acham preguiçosa…

Tudo isso pode ser um pensamento dela sobre ela mesma, e na maioria das vezes é..

Às vezes, temos tanta necessidade de algo, e esse algo pode ser a confirmação de uma crença sobre nós mesmos, uma crença negativa ou positiva que provocamos esse as pessoas para que elas nos deem o que queremos. Do tipo, eu preciso ouvir um elogio, ou eu quero ser rejeitado… E assim, as crenças dizem como vai acontecer o evento, independente de como ele aconteça de fato. Essa leitura do fato já estará com o filtro do que acreditamos que o externo pensa sobre nós. Não conseguimos mais receber o evento simplesmente como ele é.

Quem leva a culpa de tudo isso muitas vezes é o destino, já que as pessoas costumam se colocar como vítimas de uma situação quase impossível de ser alterada. Contudo, o destino nunca disse que tudo tem que ser tão determinado ;).

Por outro lado, muitas vezes achamos que apenas por chegarmos a uma conclusão e a um insight, passamos a compreender algo, e, a partir daí, nossa vida será completamente diferente. Não basta compreender e começar a mudar a reação…

É verdade que depois de compreender realmente, passamos a olhar para o mundo com olhos novos e mudamos a forma de agir, mas os eventos parecem que teimam em lembrar-nos como nós éramos. Assim, reações velhas voltam a nos assombrar e acabam resgatando algo que já chegamos a conclusão que não queremos mais para nossa vida. Nesta hora, é preciso lembrar que passamos anos construindo uma crença, uma forma de ser, pensar e reagir, e tudo não muda assim da noite para o dia. É preciso tempo para que se configure uma nova construção da vida, para que outros eventos mais sintonizados com nosso novo estado se multipliquem.

Há uma outra questão, os acontecimento de hoje são fruto de sementes plantadas no passado. Os acontecimento de amanhã são sementes plantadas hoje. Então, ainda será preciso viver a reverberação do antigo eu, até que uma nova realidade seja completamente estabelecida na vida.

Isto não significa dizer que está determinado a ser de uma forma já completamente pré-estabelecida. O resultado ou o destino, se você quiser chamar assim, dependerá de como você irá viver o novo acontecimento… O que você plantou acontecerá de fato, e você terá que lidar com a situação, mas já pode começar a acontecer de uma forma diferente.

Todavia, o Cinco de Espadas pede para que nós olhemos para as nossas próprias limitações, construídas através de crenças ou não, elas precisam ser reconhecidas e entendidas de fato, para só então conseguirmos quebrá-las.

Uma limitação, por exemplo, pode ser uma pessoa se encher de tarefas e não conseguir cumprir todas. É importante reconhecer que ela se compromete com mais coisas do que consegue dar conta, entender que isso é uma realidade que ela construiu. Aceitar que pode existir uma limitação física, intelectual, de tempo, etc. É preciso se perguntar porque existe essa necessidade de se atarefar em demasia (talvez um desejo de passar para os demais a ideia que consegue fazer tudo, provar a inteligência, a potência, a força, talvez?). É preciso se perguntar porque existe a necessidade de viver eventos de cobranças, de estresse e cansaço.

Só depois de reconhecer e pagar o preço da “limitação”, admitindo o que é feito, poderemos começar a fazer diferente e ampliar o círculo do limite do entendimento.

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