Um mergulho no feminino interior

Todos nós precisamos em algum momento mergulhar no nosso próprio feminino. Independente de sermos homens ou mulheres, ou nos identificarmos ou não com um gênero ou outro, todos temos o Yin e o Yang, somos introspectivos, introvertidos e extrovertidos. Somos de ação e reação, estamos mais para dentro ou mais para fora de nós mesmos.

Mergulhar no feminino é permitir refletir as próprias águas, sem medo das emoções. É buscar integrar as emoções, mantendo o fluxo. É entender que a emoção é como um rio, em constante movimento em direção ao mar….O mar do Amor Incondicional.

Para chegar no mar não é fácil, o rio tem regiões onde é caudaloso, perigoso, profundo, escuro, frio, cheio de quedas e pedras. As águas podem ficar represadas, explodir o dique, destruir as margens. Mas é importante viver a correnteza até aprender a lidar com ela e não ficar o tempo todo querendo ditar para onde as águas devem ir, mas se permitir sentir.

O aprendizado da Rainha de Copas não é mental e muitas vezes é angustiante para um mundo de pessoas racionais. Mas também não é simplesmente deixar as águas instintivas a solta.

O reino das águas por vezes nos torna impulsivos, intensos. As águas são como a vivificação do amor a todo instante, mas também do prazer.

Essa intensidade é vivida no primeiro instante como o desejo quase irrefreável. A necessidade de prazer constante, a carência e o desejo premente. Queremos atenção, queremos absorver o outro e sermos absorvidos também. Por isso, as águas apontam para um egoísmo violento, porque significam pessoas que pensam em suprir suas próprias necessidades de forma intensa.

As águas não querem saber se há empecilhos, na maioria das vezes são teimosas, obstinadas, e vão insistir até que a pedra fure, até que o caminho se abra, até que a infiltração abra um buraco na parede. Essa obstinação pode simbolizar uma capacidade poderosa de realização de um objetivo ou um desejo incontrolável de controle, de que as coisas, custem o tempo que custar, aconteçam como o ego quer que aconteçam.

O aprendizado das águas significa, no entanto, permitir que o fluxo seja mantido. Isso significa desapegar de saber, desapegar do prazer, do sofrimento. Permitir que os momentos possam passar, que a vida passe, que as dificuldades e as alegrias passem. O rio PRECISA continuar correndo, porque senão jamais chegará ao mar.

Devemos ter em mente, com as águas, que nosso desejo de manter uma situação, seja ela ruim ou boa, é o apego ao momento presente e a algum tipo de prazer que ainda nos aprisiona. O rio precisa aprender a deixar de ser doce, ou de querer apenas o doce ou o amargo da vida. O rio precisa aprender a se diluir, se misturar no azul salgado do mar…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: