Não adianta lutar, você será derrotado

Há lutas que são infrutíferas. Na verdade, há lutas que devemos abandonar. Porque consideramos inevitável a derrota? Devemos abandonar porque o entendimento da “luta” vai além dessa percepção. É verdade que às vezes é preciso saber quando baixar as armas, se render, permitir a morte. Mas o aprendizado do amor vai além do sentimento de derrota e da impotência, se trata da compreensão que só largando a própria vontade é que conseguimos de fato chegar para além do egoísmo.

O aprendizado do amor é um dos mais gratificante e ao mesmo tempo um dos mais difíceis de se assimilar. Amar uma pessoa é apenas uma das partes desse aprendizado. Mas é uma forma de chegar na compreensão do que vem a ser o amor de fato. Pode ser um caminho, e, normalmente, é o caminho posto para a maioria das pessoas… Mas parece que poucas pessoas conseguem de fato entender o que ele significa. O aprendizado do amor está mais para Cristo, Buda, o Tao, o Zen, do que para romances apaixonantes ou sagas de prazer…

Amamos de forma possessiva, ciumenta, às vezes raivosa, invejando, competindo. Amamos cheios de contradições. Queremos e não queremos. Somos orgulhosos, mesquinhos. Odiamos, muitas vezes porque queremos subjugar o objeto amado. Esse amor está cheio de vícios e desejos. Vivemos vidas, após vidas para chegar na depuração desse sentimento. É como se precisássemos limpar o coração de suas impurezas. Os egípcios diziam que no coração estão o amor e os vícios. Talvez seja assim para alcançarmos (um dia) um tipo de amor especial: abnegado, compassivo, doador, entregue.

Para amar além do egoísmo, é preciso se desprender da própria vontade, abandonar o nosso jeito, estar disposto a abrir mão até da personalidade. Abdicar do desejo de ter o amor apenas para si. Às vezes nem será para si. Entender que o amor é livre e só sendo livre e permitindo sua liberdade estaremos amando o amor na sua integridade.

Não é fácil,  mas ninguém disse que viver era fácil. A partir do momento que resolvermos que queríamos aprender… Na Kabalah se diz que a partir do momento que comemos do fruto proibido, escolhemos ser adultos num mundo de incertezas. Num mundo onde devemos entender as ilusões e dominá-las. Dominar nossos próprios animais, os instintos dentro de nós. Afinal, ninguém ordena um animal para sentar e espera que ele obedeça, se não consegue ordenar o mesmo para seu pensamento, sentimento e corpo. Estou falando de partes de uma consciência, dos nossos corpos, que no esoterismo está descrito como animais…

Para alcançar o amor verdadeiro é preciso atravessar a morte… deixar morrer o que entendemos de nós mesmos para sermos mais verdadeiros.

Na mitologia grega, atravessar a morte é descer as escadas do mundo de Hades, sabendo que ninguém entrar nessa mundo e volta o mesmo. Na mitologia Egípcia, é permitir o vir a ser. É mergulhar sem medo nas águas primordiais e se deixar transformar num novo ser. É decifrar a Esfinge, levantar o véu de Ísis, encontrar o EU verdadeiro…

Ísis dominava as águas. Para avançar para além deste mundo, para se libertar da Roda Cármica é preciso entender as águas, as emoções…

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