Um relacionamento não é uma competição

Algumas pessoas vivem um relacionamento como se estivessem numa disputa. Quem vai dar a última palavra, quem tem razão, quem é o melhor. Quem lava mais pratos, quem cuida mais das crianças, quem coloca mais dinheiro em casa, quem é mais inteligente, quem diz mais vezes “Eu te amo”… Contabilizam tudo.

Lembrem-se: Um relacionamento não é um disputa de quem é o melhor. Faz parte da relação o companheirismo e o entendimento das diferenças. Largue o caderninho onde você contabiliza o que você tem feito a mais…

Numa relação, um dos integrantes pode fazer mais por um tempo, enquanto o outro passa por crises ou se ajusta. Isso tem a ver com o companheirismo, com a ajuda mútua também, nem tudo precisa ser o tempo todo uma divisão igualitária. Sei que muitas mulheres reclamam de homens nas questões de tarefas domésticas, onde elas ficam sobrecarregadas.

Vamos olhar para os relacionamento independente de homens e mulheres, já que estamos falando dos vários tipos de relação… Uma energia mais Yang (relacionada com a parte masculina em nós) pode considerar que algumas coisas são mais simples. Essa parte Yang pode ver uma energia mais Yin (relacionada com a parte feminina em nós) muito afeita a detalhes e exigências.

Em contrapartida, uma energia mais Yin pode considerar que a energia Yang simplifica e desconsidera detalhes que no fundo são importantes. Que não é leal deixar tarefas em demasia para uma das partes. Talvez isso não tenha a ver com lealdade, apenas com diferenças.

Algumas pessoas valorizam mais umas coisas do que outras, isso faz parte das diferenças.  Alguns podem achar que comparecer nas tarefas domésticas é muito importante, outros podem achar que satisfazer sexualmente, ser como um atleta na cama, dar carinho e amor, é mais importante. As duas partes podem estar certas, são apenas ângulos diferentes de uma verdade. Não é preciso que um argumento seja o vencedor. Num caminho de evolução sempre precisamos olhar para o porquê nos incomodamos. Não devemos ficar com a resposta mais obvia.

Quando chegamos num paradoxo, onde dois argumentos são verdadeiros, é preciso estabelecer acordos. Todavia, como somos seres dinâmicos, os acordos precisam ser também flexíveis…

Mas vamos deixar a questão de gênero de lado por um instante. É importante lembrar que estamos falando em evolução espiritual. Enquanto estamos contabilizando não estabelecemos a troca completa.  Às vezes queremos que o ideal prevaleça e tenhamos tudo. Tudo, só existe numa relação: a nossa relação com o Eu Superior. Nas outras relações temos pedaços de tudo.

Não é uma questão de se conformar, é uma questão de entender o que nos move. Por que priorizamos umas coisas em detrimento de outras? Por que as pessoas são diferentes? Por que buscamos aquela pessoa para nos relacionar, com aqueles defeitos e dificuldades? Ou porque buscamos aquela pessoa que é tão parecida a nós e que não nos coloca desafios de crescimento ou conflitos? O que valorizamos e o que tememos?

No final das contas, o mais importante numa relação é saber se há troca, companheirismo, amor, afeto e compreensão das partes que compõem o relacionamento. Saat Maet me ensinou que se há amizade, sexo, namoro, irmandade e companheirismo, ou pelo menos três desses aspectos, o relacionamento vale a pena. (Algumas pessoas ficam até com dois aspectos… parece que encontrar uma relação não está fácil ;))

Todo o resto são ajustes de uma autodescoberta mútua (e individual) numa estrada de crescimento onde a competição e a contabilização só atrapalham…

 

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