A oportunidade sempre bate a porta

Chegamos ao Rei de Ouros. Um senhor dinâmico, realizador, idealista, ambicioso. Uma pessoa capaz de transformar tudo que toca, que consegue dar a dimensão de toda a potencialidade da matéria.

O Rei de Ouros não deixa passar incólume uma oportunidade. Ele entende que ela sempre bate a porta. Às vezes nos força a acordar e para isto grita no nosso ouvido ou no nosso sonho. Ela nos prega sustos também. Normalmente, nós a ouvimos bater na porta, mas ela pode se apresentar com outro nome, parecendo uma crise.

A oportunidade entende que às vezes precisamos viver uma dor para ter coragem de dar aquele passo que antes não conseguíamos. Por isso ela pode vir travestida de uma demissão. Algo assim pode cair como uma tragédia numa família, mas também pode obrigar aos seus integrantes a encontrarem saídas criativas e desenvolver aptidões que de outra forma poderiam continuar ocultas. Esta é a oportunidade surgindo com outro nome!!

Isso me lembra uma história que @saatmaet me contou:

Um discípulo insistia para sair com o mestre em suas visitações nas redondezas. Depois de negar ao discípulo por inúmeras vezes, o mestre enfim falou para o discípulo que permitiria que ele o acompanhasse desde que fizesse tudo que ele lhe mandasse e não questionasse nada. O discípulo concordou de pronto.

Após visitar algumas casas, o mestre passeava por uma floresta quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer-lhe uma breve visita. Chegando ao sítio, constatou a pobreza do lugar, a casa com chão de barro batido, construção de barro e madeira, com seus moradores – um casal e três filhos – vestidos com roupas rasgadas e sujas. As crianças com nariz escorrendo.

O mestre perguntou ao homem: 

– Como a sua família sobrevive aqui?

– Nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite. Uma parte do produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por comida e a outra produzimos queijo e coalhada para o nosso consumo, e assim vamos sobrevivendo.

O mestre agradeceu, se despediu e foi embora. Mas antes de se afastar da casa, falou ao seu discípulo:

– Pegue a vaquinha e jogue-a no precipício que tem ali na frente.

O discípulo ainda argumentou sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência da família, mas o mestre lembrou-lhe do trato feito no início da viagem e o discípulo, a contragosto, cumpriu a ordem: empurrou a vaquinha no precipício e com o coração partido a viu morrer.

Anos depois, o discípulo resolveu largar tudo e voltou àquele lugar. Queria pedir perdão e ajudar a família. Quando se aproximou do local avistou um sítio bonito, com árvores floridas, carro na garagem e crianças brincando no jardim. Ficou desesperado, imaginando que a família tivera de vender o sítio para sobreviver. Chegando lá, foi recebido por um caseiro simpático, a quem perguntou sobre as pessoas que ali moravam. Ele respondeu:

– Continuam aqui.

Espantado, entrou na casa e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor que ele reconhecera como sendo o dono da vaquinha:

– Como o senhor melhorou o lugar e agora está bem?

– Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daí em diante, tivemos de fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos e, assim, alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora.

O Rei de Ouros ensina que todos nós desejarmos viver bem. Poder experimentar o bom e o melhor. Conseguindo, assim, dominar a matéria. A ambição neste caso serve como mola propulsora para nos fazer ir atrás dos sonhos. Contudo, outros se acomodam e se contentam com pouco. Só numa adversidade movimentam a roda do destino.

O Rei de Ouros é um líder, disciplinado e realista. Ele aprende a tirar o que o plano material tem de melhor. Talvez por isso ele não tenha medo de ser chamado de materialista. Ele constrói e o seu prazer está na realização.

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