As obras permanentes na nossa vida

Chegamos ao O Dez de Ouros e a realização de uma vida.

Nos sentimos realizados ao ver uma obra acabada. Um obra a qual dedicamos tempo, esforço, suor e muito amor. Às vezes, também, algumas marteladas no dedo, cortes, irritações e ansiedade. A mistura de tudo isso é algo como dar o sangue à obra. É emprestar à obra a nossa força vital, a energia da luta e do prazer da vida, do que nós aprendemos e quem nós somos.

Talvez um dos grandes exemplos de obra perene, que conseguiu ultrapassar (de longe) uma vida, esteja representado nas pirâmides do Antigo Egito. Ainda que nossa civilização tenha passado muito tempo dizendo que as pirâmides foram construídas com trabalho escravo, a Egiptologia desfez esse entendimento nos últimos anos. Os trabalhadores que ergueram as pirâmides recebiam salário e tratamento médico. Além disso, eles eram, em sua grande maioria, egípcios.

Nos meus estudos ao longo do caminho espiritual, o povo do antigo Egito sempre foi um exemplo. Entendi que eles respeitavam a ordem que existia em seu país e acreditavam que as obras que eles construíam, que serviam também para lhes dar o sustento em épocas difíceis na agricultura, tinham um propósito. Talvez um dos propósitos fossem deixar um legado para o futuro. Algo que nem eles, sua civilização, veria.

Saat Maet (@saatmaet) me ensinou que uma obra perdura quando é feita com amor. O amor é o elemento que se mantém quando todo o resto se evapora.

Vocês podem perguntar e para além das obras, o que fica na memória é o amor? Mas os tiranos, a crueldade, também não é lembrada? Sim, mas ela também se apaga com o passar dos anos, fica a lembrança do que não se quer repetir. A lembrança de um caminho tomado que foi triste e equivocado. Para ilustrar, tomo como exemplo a história de Jesus. Quem hoje é mais lembrado, as justificativas do Sinédrio e de Roma ao crucificar Jesus, ou os ensinamentos que ele passou à humanidade?

Buscamos nos inspirar no bem, no bom, no iluminado. Ainda que eu lembre de alguém que me fez mal, é o bem que me manterá vivo. É a esperança de dias melhores, de crescimento, de encontrar a alegria e um pouco de paz. Sempre será isso que vai me sustentar e me animar a seguir adiante. Será a minha fé na vida, ainda que eu nem dê esse nome…

Assim acontece com obras interiores e exteriores. Seja essa obra uma pirâmide, a construção de uma segurança interior, o desenvolvimento do amor ou a construção de uma família. As famílias se mantêm firmes e em crescimento se o ramo que a gerou cuidou delas, deu direção, valores, ordem. Esse será o principal legado que ajudará para que a perenidade atue e faça crescer a árvore da família.

O Dez de Ouros fala de um período de bonança, de extrema força, mas também de permanência, quando nos perguntamos qual o legado que estamos deixando, qual a marca que vamos imprimir na vida.

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