É hora de ser aprendiz novamente!

Quantas vezes na vida teremos que recomeçar? A vida é feita de ciclos com etapas determinadas de começo, meio e fim. Nesses ciclos quem não estiver preparado para se readaptar, fica pelo caminho, engessado num formato, aprisionado no passado.

Talvez, contradizendo Darwin, seja correto dizer que não é o mais forte que evolui, mas o que melhor consegue se adaptar. A capacidade de adaptação do ser humano é imensa, a história tem comprovado isto. É verdade que a força pode destruir os opositores, mas quantas vezes uma força fraca se mantém inerte, quase como se estivesse morta, para ressurgir mais adiante?

Quem era mais forte, os romanos que invadiram o Egito e saquearam seu ouro ou os egípcios que se recusaram a entregar sua sabedoria e preferiram a morte? Quem era mais forte: os nazistas ou os judeus que foram levados a câmara de gás? É verdade que os romanos permaneceram e nós temos hoje sua herança, mas os egípcios não foram esquecidos e sua herança hoje está na cultura judaica, cristã, na ciência, matemática, na medicina e na ética. Entre os nazistas e judeus acredito que nem é preciso dizer quem permaneceu de pé.

Tudo isto é só para ilustrar a capacidade que é necessária no crescimento: estar preparado para recomeçar e se adaptar ao novo. Estar preparado para esperar um outro tempo… Sempre teremos que recomeçar, se quisermos continuar crescendo. E devemos lembrar que a postura de quem recomeça é a mesma do aprendiz.

Um aprendiz tem o mesmo sentido de um Iniciado, aquele que buscava a sabedoria nos Templos do Antigo Egito. O Iniciado queria saber, ele se colocava cheio de vontade de aprender, não temia o erro, porque assumia que não sabia.

O aprendiz reúne o sentimento de urgência que lhe dá presteza em cada tarefa, ao mesmo tempo que mantém no zelo a sua busca em dar o melhor de si e ver a obra bem acabada. Presteza significa rapidez em colocar em prática o que se aprende. O zelo é o cuidado, a consciência que a obra não deve ser feita de qualquer jeito e em qualquer tempo. Então, estamos de novo empenhados num projeto, entendendo que os ciclos são assim mesmo, se repetem, o resultado depende de como vamos vivê-los e se entendemos os recados dos ciclos anteriores.

Assim, o Oito de Ouros revela que a aposta feita no Sete de Ouros levou a queda e agora é preciso recomeçar. Contudo, deve-se ter em mente que não se recomeça mais do mesmo patamar. O aprendiz entende que a ascensão e a queda são processos recorrentes…

Mas, nos colocando na vida comum podemos imaginar que este aprendiz agora está em uma outra idade, já é mais maduro, talvez a meia idade. Podemos pensar também numa meia idade simbólica, como uma vida composta por vários ciclos em que chegamos ao estágio da meia idade numa obra, numa tarefa ou num aprendizado do plano material a cada ciclo…

Estamos chegando no dez, mas por ser a “meia idade”, seja ela concreta ou não, é preciso reencontrar o gás e a força para levar os projetos adiante. Todavia, se nos concentrarmos na força do aprendiz e na certeza que de tudo que já foi vivido foi uma dádiva que nos trouxe maturidade, perceberemos o sentimento de constância que agora nos abraça definitivamente. Uma certeza que nos sustentará inclusive nas quedas futuras.

Para o aprendiz, saber que o mundo ainda tem muito a ensinar é um prazer que pode lhe encher de força vital!

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