O que valeu a pena?

Às vezes lutamos guerras infrutíferas. Empreendemos batalhas que seriam melhor não termos participado. É importante entender isso. Faz parte do amadurecimento da consciência chegar a essa conclusão.

Há palavras ditas que gostaríamos de engolir de volta, empreitadas que não valeram a pena, que se pudéssemos voltaríamos atrás e faríamos diferente. Tomaríamos outras decisões, apoiaríamos outras pessoas, não deixaríamos de falar palavras de ajuda, força, compreensão, acolhimento.

O que vale a pena na vida? Esta é uma pergunta que insiste em ser feita pelo arcano do Julgamento. O que valeu a pena e o que você faria diferente? O escritor Charles Dickens conta em “O Conto de Natal“, a história de Ebenezer Scrooge, um homem avarento que abomina a época do natal. Num natal ele recebe a visita de três espíritos: o Natal do Presente, do Passado e do Futuro. A sua peregrinação pelo tempo o faz abrir o coração e reencontrar o verdadeiro sentido da vida, se reconectar com a vida e com o que realmente importa. Scrooge tem a chance de mudar suas ações, antes do obituário.

Um outro exemplo. Este post é ilustrado com uma cena do filme “Até o Último Homem” (Hacksaw Ridge)  onde é contada a história de Desmond T. Doss, um médico do exército norte-americano que, durante a Segunda Guerra Mundial, se recusa a pegar em armas. Na Batalha de Okinawa ele trabalha na ala médica e salva cerca de 75 homens os retirando feridos do campo batalha.

Scrooge e Desmond são dois exemplos de uma luta para não deixar para trás o que há de mais importante: a verdade na qual se acredita. Scrooge deixou essa verdade morrer com o tempo, mas tem a chance de revivê-la. Desmond constrói na sua vida uma negação à violência. Ele sabia que a violência dentro dele era um poder destruidor. Ele vai para guerra não para matar, mas para salvar. Os dois decidem fazer diferente a partir da experiência vivida.

Para continuar a reflexão, deixo com vocês os versos da música “Epitáfio“, do grupo Titãs, um olhar de alguém que parece não poder mais voltar atrás. “Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer. Devia ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer. Queria ter aceitado as pessoas como elas são. Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração. Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr. Devia ter me importado menos, com problemas pequenos, ter morrido de amor. Queria ter aceitado a vida como ela é. A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier“.

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