Não seja uma pessoa esponja

No processo de evolução espiritual vamos fazendo o caminho inverso ao feito pelo Criador na Gênese, que começou separando. Nós primeiro nos damos conta que estamos separados. Precisamos separar ainda mais e compreender e revelar a nós mesmos, até nos reunir novamente. Precisamos entender as águas e integrá-las. Mas a qualidade do elemento água não é traduzido em palavras. As águas se exprimem através de sons/músicas, imagens, poesia, sentimentos, emoções…

Contudo, não é fácil viver o elemento água. Viver as águas é estar a beira da perdição, do não entendimento, da loucura, do não racional, do que não pode ser explicado, nem traduzido de uma forma inteligível. Por isso mesmo algumas pessoas temem as águas. Elas são sinônimo de desarranjos emocionais, desequilíbrios psíquicos e físicos.

As águas perturbam. Significam pessoas excessivamente carentes, pedintes insaciáveis, ladrões de energia, absorventes. Pessoas capazes de absorver a dor do outro como se fosse a sua própria, de sentirem os ambientes e se impregnarem com eles. São pessoas que se mesclam e não conseguem saber do limite onde terminam e onde começa o outro.

Se estão mal, sugam, inconscientemente, a energia boa do outro. Se estão bem, são sugados a exaustão, se mesclam com o deprimido, o doído, o perdido. Se sentem perdidos, deprimidos, doentes. Entram num ambiente negativo e se impregnam dele.  Saem carregados, pesados, cheios de pesadelos.

As águas nos pedem para entender o que significa ser um condutor, para aprender a deixar fluir, não reter, não fazer do fluxo externo uma experiência própria, nem mesclá-la com a experiência íntima.

Para lidar com as águas, é preciso ter aprendido a lição de separar. Só entendendo quem se é de forma profunda e firme é possível lidar com a falta de forma da água.

No final das contas, a água fala do AMOR, assim mesmo, em caixa alta. Com a água é chegada a hora de mergulhar no mar sem se perder. É hora de sentir o sal do mar e vibrar. Mas é importante entender: aquele que absorve tudo não é prudente, acabará afundando no mar, por melhor que sejam suas intenções.

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