O crescimento da Alma

Nossa alma é como um sol. No princípio esse sol é apenas  uma pequena centelha de luz. Nós passamos a maior parte do tempo nos identificando com o Ego, a personalidade presente.  Enquanto Egos, vivemos para suprir nossas necessidades e o que a sociedade e o entorno dizem que é o melhor para nós.

Em paralelo a isso, a nossa consciência espiritual, nossa Alma, aquela que nos anima e que construiu tudo que é necessário para viver aqui, espera ser ouvida. Ela nos fala através dos eventos, alguns maravilhosos, outros dolorosos.

Os eventos tentam nos fazer acordar para o real propósito da vida e para nos inteirar que não somos apenas Ego, existe a Alma, que é nossa consciência, nossa parte divina. O propósito da Alma é iluminar-se por completo. Crescer além da centelha, a sua condição transitória atual, ser uma estrela, um grande sol, como um farol na escuridão.

O propósito da Alma é participar da Obra da Criação. Para isto ela buscará fazer o Ego entender que os dois precisam trabalhar juntos. Só assim, encontrarão a saída real deste mundo.

A Alma entende que tudo deste mundo é uma ilusão. Ainda que seja uma ilusão cheia de delícias e prazeres quase incontáveis, todos os prazeres são passageiros, todas as delícias se desfazem com o tempo.

A Alma nos diz que existe um outro prazer… Um prazer que não tem fim e que pode nos manter numa sensação de plenitude constate. Para chegar nessa plenitude, é preciso se conectar à Alma no nível pessoal, e ao Criador no plano Maior. Essa tarefa exige um esforço poderoso.

Como diz a música “Se Eu Quiser Falar Com Deus“, de Gilberto Gil… “Tenho que aceitar a dor. Tenho que comer o pão, que o diabo amassou. Tenho que virar um cão, lamber o chão dos palácios, dos castelos suntuosos do meu sonho. Tenho que me ver tristonho, me achar medonho, e apesar de um mal tamanho, alegrar meu coração. Se eu quiser falar com Deus. Tenho que me aventurar, subir aos céus, sem cordas prá segurar. Tenho que dizer adeus, dar as costas, caminhar. Decidido, pela estrada, que ao findar vai dar em nada, nada, nada, nada… do que eu pensava encontrar!”.

Esta é uma obra de redenção, entrega, desapego e reconstrução do si mesmo…

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