“Tudo é vaidade”

“Tudo é vaidade” é uma máxima de Salomão, escrito em Eclesiastes. A vaidade que Salomão fala remete ao desejo de possuir, ao prazer de saber mais que outras pessoas, ter mais, ser melhor, mais forte, mais belo, mais inteligente. O desejo é de estar acima e a frente dos demais, de ser especial, diferente, incomum. De ter descoberto o melhor caminho, de ser imprescindível, de se sobressair aos demais.

Esse desejo corrompe a conquista e faz com que a intenção daquele que age fique obscura. Afinal, o orgulho estabelece cabos de guerra, disputas, competições, destrói e subverte a verdade para ela servir a um propósito pessoal.

Por exemplo, a pessoa pode querer conhecer o mundo pelo prazer de viver a experiência ou para poder contar aos demais suas aventuras e se sentir maior e melhor que os outros. Pode ler uma biblioteca inteira pela sede de conhecimento, ou pelo desejo interior de responder todas as perguntas que lhe fizerem.

Pode se afundar no término de uma relação por sentir saudade, ou para incutir no outro o sentimento de culpa e responsabiliza-lo por ter-lhe destruído. O orgulho não quer dar o braço a torcer, quer que sua forma prevaleça, porque acredita que ela é a melhor. O orgulho não admite ouvir de qualquer um, é seletivo em quem pode chamá-lo a atenção, em quem pode lhe dirigir a palavra e pensa invariavelmente: “Quem é essa pessoa que acredita que pode me dizer como eu devo viver a MINHA VIDA”. É como um rei que olha para os seus súditos como seres inferiores e se considera senhor de toda a verdade.

A imagem acima ilustra o amor ao próprio umbigo. Nos remete as relações umbilicais de dependência e de instinto. Como um bebê no útero de uma mãe se alimenta e sobrevive daquele corpo e acredita que a função da mãe é lhe suprir as vontades. Ele nasce e mantém essa sensação, porque chora por leite e é atendido, chora para ser trocado, para ir para o braço, e é atendido. Ele acredita que a função da existência dos seres que lhe rodeiam é lhe satisfazer, proporcionando conforto e bem estar. Assim crescem os egos, mantendo essa projeção na vida. Dependendo dos afagos do externo. Os egos buscam esse afago e praticamente não suportam viver sem.

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