A vida é como um labirinto

A imagem acima é de um labirinto real, é o Reignac Sur Indre, em Touraine, na Franca. A imagem me remete a duas coisas. A primeira é o inconsciente. O círculo em forma de labirinto é relacionado na mitologia e na psicologia ao inconsciente. A outra lembrança é de um mestre da Kabalah do século XVIII, Rabi Moshe Chaim Luzzato, conhecido como Ramchal.

O mestre dizia que a vida é como um labirinto, e só quem já chegou no centro pode dizer a outros que estão perdidos qual é o caminho. Quem caminha longe desse centro, deve aguçar os ouvidos e se deixar guiar. E também deve ter paciência com os seus próprios erros e acertos no caminho. A raiva, a ansiedade, a insegurança e a irritação consigo mesmo, só atrapalham. É preciso ter paciência e entender que não se vai descobrir tudo, não é possível fazer todo o mergulho de uma vez só, nem receber a iluminação como um raio abrindo a cabeça e nos levando a ascensão. Tudo é construído paulatinamente.

É assim para que tenhamos consistência e para que saibamos o passo que estamos dando. Ainda que não seja possível entender inteiramente o caminho que estamos fazendo para chegar no centro, devemos saber intimamente porque estamos dando cada passo. Entendam, não é preciso se preocupar em decorar todo o trajeto. Mas é preciso entender o sentido do trajeto.

Quando chegarmos ao centro poderemos ver que existem vários caminhos até lá, vamos compreender melhor porque em determinado momento era para virar à esquerda, não a direita. Ainda que jurássemos que aquilo que nos foi dito nos levava para o caminho errado. Depois percebemos que não, nos levou para o caminho certo, mas na hora tivemos que confiar na voz do centro. Tudo isso nos leva ao desenvolvimento da paciência.

Minha mestra sempre relaciona paciência com o saber. Se eu sei, eu tenho consciência, tenho a compreensão e entendo o tempo de cada coisa e cada pessoa no seu trajeto. Afinal, eu vivi e sei como foi para mim, entendo como está sendo, e como deve ser para o outro. A construção da paciência se refere também a calma consigo mesmo. É compreender que não adianta apressar o rio. É melhor entender o seu ritmo… O nosso ritmo, nessa travessia do labirinto.

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