Você sabe o que é preconceito?

O ponto central do que o arcano do Eremita ressalta na figura acima está relacionado ao SABER. Ele nos questiona quando entendemos algo no nível do saber. No nível do eu sou aquilo que sei. O Eremita nos ensina que apenas a experiência traz o saber. Só a vivência na prática pode fazer com que nós possamos introjetar o conhecimento num nível profundo ao ponto dele vir para fora como luz.

A questão é: quando realmente sabemos de algo? A imagem acima é ilustrativa sobre o preconceito. Vamos dizer que a personagem acima sabe sobre o preconceito e de alguma forma ela é também esse saber. Contudo, não estou dizendo que só entenderemos o que vem a ser o preconceito contra os negros se formos negros. Mas é importante entender que um negro, um judeu, um LGBT, um muçulmano, um índio, um ateu, etc, cada um a seu modo, sabe muito mais o que quer dizer preconceito e intolerância, do que qualquer outro que está fora dessa lista e de outras listas de preconceito.

Todavia, sempre teremos chance de entender o que é o preconceito, porque mesmo que não estejamos nessas listas, vivemos situações de preconceito e intolerância voltada para nós ao longo da vida. Desde ao preconceito da forma como nos vestimos, da nossa aparência, do intelecto, até preconceito contra gostos musicais.

Por isso, independente de fazer parte da “linha de tiro” da intolerância e do preconceito, o saber pode chegar até nós pela empatia. O arcano nos diz que para aprendermos neste nível da empatia (ao ponto de dizer eu SEI o que é isto), algo de uma dor semelhante precisa ter sido vivida. Só sentimos empatia porque somos tocados em algum ponto que reflete uma experiência vivida anteriormente por nós mesmos…

Para entender melhor, vou explicar o processo onde a prática nos leva a iluminação. Por exemplo, sobre o preconceito. Ao viver a experiência, sofrer na carne a intolerância, quem a vive deverá ir chegando à conclusão do que não quer para si e os demais. Vai entendendo as diferenças, descobrindo e pensando sobre o que vem a ser o mal e passa a olhar para o próprio preconceito.

A partir daí podemos começar a desenvolver a compaixão e a percepção de que somos todos iguais e que aquela dor sentida uma vez por nós, não queremos ver em mais ninguém. Passamos a agir sob o desejo de que não queremos aos outros aquilo que não queremos para nós. Passamos a agir em relação ao outro da forma como gostaríamos que o outro tivesse agido ou agisse de agora por diante. Tudo isso, independente se vamos receber essa mesma ação de volta ou não.

Claro que sempre podemos decidir fazer o aprendizado ou não. Qualquer um de nós pode se apegar mais ao sofrimento do que ao aprendizado e preferir ficar na posição da vítima ou do algoz, ao invés de diluir o aprendizado e entendê-lo, transformando-o em luz.

Mas vamos dizer que nós recebemos o aprendizado… Começaremos um caminho de entendimento. Percepção que a Alma não tem cor, sexo, gênero ou raça.

Mas viver é mais difícil que ler e escrever, por isso o Eremita nos diz: para saber é preciso praticar, não basta ler, nem ouvir ou ver. Em algum nível o aprendizado precisa tocar em nossa prática interior e a partir daí virar ação que transforme nossa vida, pensamento e sentimento.

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