Não há tempo para tudo

Ainda que possa parecer duro e desalentador, é verdade. Normalmente não teremos o tempo para fazer tudo que gostaríamos. Para realizar todos os sonhos, todos os desejos, concretizar todos os planos. Será preciso muito foco e um entendimento de nós mesmos que só vamos tendo, quando conseguimos ter a calma necessária para ter esse entendimento. Isso só acontece com o passar dos anos.

Vejamos como acontece nosso desenvolvimento. As linhas a seguir não tratam de uma ciência exata, mas se aproximam da realidade…

Na primeira fase da vida, até os 20 anos, estamos preocupados demais em atender as demandas da família, da escola, dos amigos, além da loucura que são os hormônios. Às vezes demoramos tempo demais para decidir a direção nesse processo.

Por volta dos 30 anos, injetamos gás, direção, definimos metas e elegemos em que nós realmente acreditamos e queremos apostar. Mas podemos também nos desviar e esticar a adolescência mais um pouco (não bastou até os 20) e continuar uma roda viva de diversão. No final das contas, se não tivermos feito direito a fase dos 20 até os 30 anos, demandas dela, como estudo, profissão, segurança financeira e afetiva, casamento, devem tumultuar esse segundo momento.

Chegando aos 40, deveríamos alcançar uma espécie de auge de força e energia, aliada com maturidade. Mas há uma problema, à disposição começa a decrescer. Não é a mesma dos 20 anos. Queremos outro tipo de ritmo de vida e relações, tanto afetivas quanto de trabalho. Aí há um divisor: estamos na metade da vida (pensando que se vive em média 80 anos), numa curva descendente de força e capacidade física. Neste momento, é preciso definir metas claras para que possamos realizá-las nos próximos anos e evitar a frustração da fase madura. Essa nova construção, se bem feita, dará luz e propósito aos 50 e 60 anos.

Assim, os 70 e 80 serão de sabedoria e de uma outra qualidade de consciência. Numa relação mais satisfatória com a velhice. Mas nem sempre temos consciência dessa trajetória.

Todavia, é preciso entender que se queremos construir algo que permaneça, seja dentro de nós ou fora de nós, devemos eleger prioridades e abdicar de alguns de nossos desejos mais caros. Pois não há tempo para tudo.

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