Estabeleça relações corretas, seja claro

óO arcano da Justiça nos pede clareza tanto nas nossas decisões, quanto na forma como expressamos essas decisões. Assim como clareza em nossas relações. O que é justo é claro, límpido. Isso não significa dizer que as decisões precisam sempre ser puras e com valores elevados, mas que os acordos, as intenções e os desejos envolvidos estejam claros para nós, e se outros estiverem envolvidos, para eles também.

Assim, numa relação de trabalho, por exemplo, não adianta ficarmos irritados porque o outro não está fazendo o que nós esperamos que ele faça, precisamos nos perguntar se o outro sabe o que ele tem que fazer, se deixamos claro. A outra pessoa pode vir de outras experiências, com outro background, e pode ser que o que você sabe como o melhor, ou o certo, não faça parte da compreensão dele. Deve-se sempre levar isto em conta, antes de crucificar ou condenar a outra pessoa.

Então, não espere que o outro acerte sem lhe dizer. Se é uma relação de trabalho, e nós estamos numa posição de chefia, é importante explicar tudo que é esperado do cargo, chegar na hora, fazer as tarefas (é importante nominar claramente quais são as tarefas), interagir com as pessoas, não ficar horas nas redes sociais, se essas coisas são consideradas importantes. Explicar que a cobrança direta também fará parte, se assim for. Talvez essas questões precisem ser repetidas em algum outro momento. Afinal, quantas vezes precisamos escutar algo para entendê-la até que ela faça parte de nós.

Se é uma relação afetiva, é importante colocar o que se espera, falar quando ficou magoado, ferido, por alguma ação. Expressar o que gosta e o que não gosta. Deixar claro o que a outra pessoa tem feito. Explicar que ela tem desrespeitado áreas interiores, sem nem se dar conta. Pode ser exatamente isso, o outro pode não estar se dando conta, então é bom clarificar.

Nada disso deve ser dito ou vivido num tom de cobrança, ou do tipo: para se relacionar comigo você tem que observar esses itens. Assim não se contrói nada… Tudo isto que estou dizendo, é apenas para trocar, para deixar claro o nosso próprio sentimento, mas ainda seremos nós que precisamos lidar com esse sentimento. O outro não pode ser responsabilizado por isso. O sentimento está em nós e o incômodo também, mas como é uma relação e se pressupõe troca nela, muitas vezes, o sentimento e o pensamento precisam ser expressos, até para que o outro tome conhecimento de nosso corpo emocional e mental. Entretanto, é evidente que isso não pode ser um cantilena, repetido diariamente, porque senão a relação se tornará uma tensão. Se já foi dito pelo menos mais de uma vez e não houve efeito, é preciso atacar o nosso incômodo, saná-lo ou sair da relação, se ela for tóxica.

Ainda há uma outra questão, as relações são dinâmicas e se vamos colocar nossas questões, o outro também tem direito de colocar as dele. O importante aí é entender que não tem um ganhador, não é uma competição, é uma troca. Às vezes precisamos ceder e sair de nossa posição para agregar e estabelecer uma sintonia, se realmente queremos aprofundar e estabelecer uma relação em bases sólidas.

Dito tudo isto, entendendo também que tem muito mais em se tratando em aprender a ser justo, é bom ter em mente o seguinte: Não espere que o outro saiba por códigos ou meias palavras. As palavras devem ser ditas por completo. Por mais que seja difícil. Essa é uma das “leis” da Justiça. Só assim as relações poderão ser pautadas pela correção e a justa medida.

 

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