Saindo da zona de conforto

Às vezes estamos tão confortáveis na nossa posição e essa posição é tão estática, ao mesmo tempo, que só algo muito forte poderá nos sacudir. Uma paixão pode ser esse algo avassalador. Tira qualquer um do eixo e não deixa nada incólume.

A paixão movimenta, acelera, não vê barreiras, os obstáculos são todos transponíveis. Assim como o amor, a paixão nos diz que nada é impossível. Mas ela faz isso com uma outra tonalidade, diferente do amor. Enquanto o amor abre espaço e nos faz enxergar a doçura do mundo, a paixão nos enche de tesão e nos faz enxergar a fissura do mundo, o querer acima de tudo, a necessidade no mais alto grau.

A paixão ativa o instinto, e o instinto coloca a vida em movimento. A imagem acima ilustra que a paixão queima até se apagar, mas uma hora apaga. Ela é necessária muitas vezes para fazer com que comecemos algo. É assim quando nos apaixonamos por uma pessoa, um trabalho, um projeto, um partido, um ideal. A paixão nos acelera, mas turva o discernimento. Só depois que ela passa, nosso corpo, emoção e mente se aquietam e podemos voltar ao normal e discernir de forma razoável.

A paixão pode ser negativa e funcionar como algo que nos destrói e rouba de nós a consciência. A consciência do que realmente consideramos que é bom para nós. Sobre o efeito da paixão topamos algo que em situação normal rejeitaríamos. Mas a paixão também pode ser positiva ao nos tirar do marasmo e nos obrigar a um movimento diferente do que estamos acostumados.

O Carro é paixão a enésima potência. E saber guiar essa força de forma construtiva pode nos transformar num dínamo realizador. Por outro lado, se deixar guiar de forma cega por ela nos faz uma besta insconsciente em busca do prazer egoísta.

Independente da situação, é importante que a partir de um determinado momento da vida, num caminho espiritual, venhamos a saber dominar a paixão quando ela nos assalta, através da força da consciência e da vontade.

2 comentários em “Saindo da zona de conforto

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    1. Obrigado pelo comentário, Amanda. Sem dúvida ela acaba, apaga. A paixão, às vezes, é como uma febre, outras, é como um entusiasmo irresistível. Nas duas situações, ela passa. Ainda bem. A gente precisa de calma para construir de forma sólida 😉

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