Em busca da perfeição… obsessiva

O ser humano aprende através do condicionamento, assim entendi no início do meu caminho espiritual. Essa “técnica” pode ser utilizada para criar verdadeiras máquinas que não conseguem pensar, apenas repetir cegamente o que se pede ou lutar cegamente pelo que essas mesmas pessoas desejam.

Mas a técnica do condicionamento também pode ser utilizada para construir mudanças de posturas. Posturas antes negativas podem ser transformadas em positivas e construtivas frente ao mundo.

Evidentemente, que o melhor seria que pudéssemos viver livres do condicionamento, e escolher livremente. Mas, enquanto não é possível, não seria saudável utilizar esse método a nosso favor?

Não como no filme “Laranja Mecanica”, onde um indivíduo considerado desajustados é torturado e condicionamento a sentir dor toda vez que desejar algo considerado errado pela sociedade. Nem como um “Whiplash”  ou em “Cisne Negro”, onde dois jovens buscam obsessivamente a técnica e a perfeição dentro da área a qual estão “apaixonados”. Os motivos dessa busca cega e apaixonada, é muitas vezes o desejo de aceitação, superação e reconhecimento.

Talvez devamos buscar algo como no filme “Mudança de Hábito”. Onde Woopi Goldberg vive uma personagem que muda a si mesma ao viver num ambiente diferente do que está acostumada e passando a conviver com companhias que têm necessidades mais elevadas. Ainda que levada a principio pela necessidade o personagem de Woopi vai se transformando.

Assim, o condicionamento de hábitos positivos, pensamentos elevados e a busca por fórmulas que nos ajudem a elevar, pode ser uma técnica válida.

Contudo, ainda se pode questionar: Mas não dá para fazer e ser completamente diferente, sem precisar passar pelo recondicionamento? Sim, é possível. Mas as vezes estamos tão mergulhados em padrões, traumas e obsessões, que o melhor é começar recondicionando algo melhor no lugar.

Seria como buscar prisões mentais mais arejadas, para só depois, aos poucos, bem aos poucos,  chegar na liberdade de correr em campo aberto.

A liberdade exige responsabilidade para poder realmente exercê-la, e aí falo da liberdade espiritual, a liberdade de ser, sentir e fazer realmente o que o Ser é e sente. Essa capacidade tem que ir sendo construída, lentamente.

O Enamorado, ao falar das escolhas, nos pede para entender como chegamos ao discernimento do que é o bom para nós. E para chegar nesse aprendizado, passamos por algumas prisões interiores, porque, invariavelmente, desejamos tanto dominar algo que nos dá prazer que nunca estamos satisfeitos. Então, que possamos viver as prisões, apenas por uma temporada…e que a chave da saída esteja sempre conosco.

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