O aprendizado da sombra e da luz

“A sombra matar você não vai. Integrar precisa”

O aprendizado da Sombra e da Luz, do bem e do mal, talvez seja um dos mais difíceis de assimilar. Algumas pessoas vivem numa luta permanente contra o mal, quase uma guerra interior. Essas pessoas querem exterminar qualquer traço que julgam como sendo negativo. Esteja esse traço dentro ou fora.

A sabedoria da Kabalah e dos Antigos Egípcios nos alertam para observar dois aspectos importantíssimos sobre o tema.

Primeiro, o mal está dentro de nós, assim como o bem. Temos as duas forças, somos constituídos por elas. O que está fora é apenas um reflexo das ações e escolhas.

Segundo, não é possível destruir completamente o mal. Se pensarmos em termos de polo, vivemos num mundo dual. O mal existe para nos fazer lembrar, entender e escolher o bem. Sem ele, ficamos sem parâmetro.

Sobre outro aspecto, pensando em termos da nossa sombra interior, essa parte precisa ser integrada, nunca rejeitada. No processo de consciência costumamos dizer que quando tentamos exterminar certas partes da sombra, elas podem nos atacar violentamente, boicotando o processo. Essas partes precisam ser convencidas a trabalharem em conjunto pelo crescimento. E o convencimento só poderá ser feito através do amor.

Assim, alguns aspectos da sombra em nós devem ser transformados, outros serão suprimidos quando passarmos a andar na companhia da Luz – por exemplo, devem ser anuladas uma obsessão, um instinto perverso, uma inveja que deseja o mal do outro, etc.

Outros aspectos ainda serão compreendidos como partes que podem existir e ser utilizados de forma construtiva. Um exemplo é a agressividade, que de forma descontrolada pode machucar e destruir, mas bem canalizada pode ser um auxílio valioso para alguém sair de um estado depressivo ou letárgico.

Nesse sentido, a agressividade pode se tornar uma força que nos ajuda a agir. Assim, não adianta querer saber quem ganha a batalha, porque é bem provável que nem sombra, nem luz sejam vencedores. É preciso ir além do bem e do mal e permitir, inclusive, que os dois (bem e mal) sejam transformados no caminho de ascensão.

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