“Aqui separamos luz e trevas”

A citação no título é do livro Um Mergulho no Tempo, da minha mestra Tania Carvalho e com ela chegamos ao arcano do Enamorado, também chamado Os Amantes (The Lovers).

O aprendizado do bem e do mal vem se apresentando desde a Papisa, mas aqui esse ensinamento é colocado de forma mais veemente.

Separar o que é bom e o que não é bom, discernir e entender as escolhas que vivemos na vida, é um aprendizado essencial do arcano. É difícil entender qual o caminho tomar? Qual profissão? Qual relação? Qual a postura? Qual o melhor caminho para driblar o trânsito ir até o trabalho? Qual roupa usar agora? Qual a melhor forma de reagir, falar, fazer algo? Vivermos num mundo dual e as escolhas se apresentam a todo instante. Somos chamados a decidir o que fazer e como fazer a partir do momento que abrimos os olhos: como e quando vamos levantar da cama?

Neste processo de escolha, que vai muito além de decidir se viramos a direita ou à esquerda, mas muito mais sobre as consequências que as escolhas trazem a reboque, vamos separando a luz e as trevas em nós.

A figura acima desenhada no arcano mostra Adão e Eva ao decidirem comer da maçã e modificarem o curso das coisas traçado até então. O arcano também nos diz que precisamos nos responsabilizar por cada escolha que fazemos, para que não culpemos ninguém por algo que aconteça ou não aconteça.

É importante entender que fazemos as escolhas porque consideramos que é o melhor para nós, ainda que venhamos a dizer que o outro nos chantageou emocionalmente, ou que se fez a escolha porque o outro deu a entender que nos daria ou faria isso ou aquilo.

A escolha sempre irá partir de um desejo nosso ou de um sentimento que nos diz que precisamos de algo que só pode ser conseguido ou alcançado indo por esse ou aquele caminho. Esse algo pode ser o amor de alguém, os aplausos do mundo, o reconhecimento familiar, sucesso, fama, posses, prazer constante, paz de espírito, elevação espiritual, um ambiente mais confortável e seguro na vida, etc.

Cada um valorizará nas suas escolhas o que acredita que lhe fará bem. Ter isso em mente nos ajuda a não condenar as escolhas de outras pessoas. São consciências em busca de amadurecimento. Podemos julgar, dentro de um processo de discernimento, que não faríamos essa ou aquela escolha, mas não precisamos olhar as pessoas de forma condenatória.

O Enamorado nos ensina que somos os únicos responsáveis por nossas escolhas, independente do que tenha ou esteja acontecendo. E se responsabilizar pela decisão tomada é o primeiro passo para compreender o que estamos fazendo aqui neste mundo.

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