Você já silenciou até o pensamento?

Há pessoas que não conseguem ficar na companhia do silêncio, precisam sempre preencher o ambiente com palavras, gestos, ou colocando para dentro preocupações. Outros veem filmes, séries, assistem ao jornal, falam de política ou discutem a vida do vizinho. Qualquer coisa para não encarar um minuto a sós… consigo mesmo.

Essas pessoas, normalmente, não gostam da companhia delas mesmas e, por isso, estão sempre buscando alguma estratégia para não ter que ficar sozinhas. É uma atitude inconsciente e tudo isto funciona como um imenso barulho exterior. Elas têm medo do silêncio. Mas o silêncio é benéfico, ainda que o aprendizado exija esforço.

O primeiro passo para se familiarizar com o silêncio, é o exercício de calar. Entender que não é preciso responder a tudo, não é preciso saber tudo, nem opinar freneticamente. É importante nos perguntarmos quando vamos falar algo para alguém: existe a necessidade de falar, e qual é a NOSSA necessidade em falar?

Buscar frear a língua é um começo. Mas os pensamentos continuarão matraqueando, neste começo. O passo seguinte é silenciar os pensamentos.

Minha mestra uma vez me disse que os pensamentos são como borboletas. Se tentamos pegá-las, elas se assustam. Assim, nem sempre conseguimos impedir que voem. Mas as borboletas às vezes ficam paradas formando um mosaico… Entendo que conseguimos isso quando estamos muito concentrados, meditando ou entregues às orações. São estados pontuais, não dá para fazer do estado uma constante, isto é, um silêncio permanente.

Mas é possível aprender a como chegar lá para poder voltar ao silêncio interior sempre que precisarmos. O primeiro passo, neste momento, é observar e ver se você consegue aquietar os pensamentos, faça uma respiração mais lenta ou use uma meditação, ou oração para isso. Ou conjugue respiração com meditação/oração.

Focando no silenciar da boca evitamos falar coisas tolas, imprudentes e que machucam. Afinal, depois que a palavra é proferida, não há como trazê-la de volta. Silenciando a mente, alcançamos a concentração, mas também o domínio sobre o campo mental. Conseguimos ordenar os pensamentos para que eles deixem de pensar aquilo que sabemos não ser construtivo, iluminado e evolutivo.

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