“A vida tem a cor que você pinta”

“A vida tem a cor que você pinta”

Escutei essas palavras em boa parte do meu caminho espiritual e elas ainda me marcam. Significa que nós temos o poder de projetar uma vida cinza, ou com tons sobre tons, com cores sóbrias, ou com muito colorido. Nós criamos a nossa realidade.

E isso não tem a ver com como nos vestimos, mas como encaramos o mundo e o nosso entorno. Desta forma, a vida pode ser burocrática, como uma repartição pública, com uma mesma rotina que se repete a perder de vista. Pode ser protocolar, cheia de regras e protocolos para fazer, dizer e viver as coisas. Ainda pode ser deprimida, insegura, orgulhosa. Essa vida pode ter cores fortes, com temas intensos mas que, invariavelmente, na experiência diária, vão nos puxar para o cinza e o sem vida, no sentido de uma vida onde se repete padrões aprisionantes com muito sentimento, mas sentimentos desgovernados.

Os sábios do Antigo Egito diziam para olharmos para a natureza, buscarmos nos espelhar nela. Ela é colorida, vibrante e mutável. Um eterno movimento. Talvez essa seja uma característica que precisemos saber alcançar, desenvolver dentro de nós.

Se há tons de cores que não nos agradam hoje, porque não pintar a realidade de forma diferente? Podemos fazer isso colocando outro tom na forma de lidar com as várias áreas da vida. Um exemplo disso, seria levar alguma natureza para um ambiente da vida que está insípido – uma planta na mesa do trabalho, uma meditação, na hora do intervalo.

Também podemos buscar o que pode haver de positivo nas situações mais cinzas. Essa mesma ideia está oculta quando se pensa como é construído a cor cinza: Juntando o vermelho, verde e azul, ou ainda o violeta e o rosa. Assim também o preto é a junção de todas as cores quando se vai trabalhar com pigmentos. Então, sempre podemos descobrir as cores ocultas dentro de um evento, além de experimentarmos a própria cor e sua verdade.

O Papa nos ensina que todos nós temos uma espécie de óculos para ver a realidade e esse óculos tem lentes de cores específicas, precisamos nos dar conta dessas lentes e tirá-las. Assim, enxergaremos a beleza da vida como ela é.

 

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