O poder das nossas crenças

O arcano do Papa, ou Hierofante, nos fala de nossa ligação com crenças filosóficas, religiosas ou apenas a busca por algum tipo de espiritualização. Desta forma o arcano ensina que a crença pode nos aprisionar em formas limitantes ou libertadoras. Por exemplo, podemos ter a crença de ser péssimo motorista. A crença constrói uma espécie de força, um ente, que passa a trabalhar pela realização de nossa ideia, a ideia pelo qual ele foi concebido. Se a crença é não ser bom motorista, esse ente ajudará a construir situações para confirmar esse “desejo” de inaptidão. Isso acontece porque somos criaturas também com o poder de criar.

A Torah ensina que fomos feitos a imagem e semelhança do Criador, desta forma, temos em nós também a capacidade criadora. Ainda que toda a criatura seja sustentada pelo próprio Criador. Nada é concebido sem a permissão Dele. Ainda que pareça incoerente como um Deus benevolente pode permitir que seus filhos criem entidades que vão lhe dificultar o crescimento, lembrem que o Livre Arbítrio foi dado como um presente, o Criador não toma o que já deu…

Outra questão envolvendo as crenças, é que elas criam uma vibração que se aliam a outras crenças que compartilham da mesma ideia, se juntando numa egrégora. Uma egrégora é a comunhão de um ideal, seja ele construtivo ou destrutivo. O povo de uma nação, normalmente, tem uma egrégora que exalta seu próprio país e une a todos em torno da noção de nacionalidade.

O Papa ensina que os semelhantes se atraem por suas condutas, seus ideais comuns, pelas formas pensamento que têm.

Uma crença pode ser tão difícil de quebrar quanto uma parede. E não estou falando de crenças positivas. As pessoas sofrem com crenças negativas sobre elas mesmas, mas não conseguem acreditar no contrário, ainda que todas as pessoas lhe digam. Algumas preferem continuar acreditando que são más, feias, incapazes de gerar qualquer sentimento de afeto em alguém. E por mais que se diga que se mudarem de atitude podem viver muito felizes e serem seres realizadores, elas criam situações para confirmar suas crenças negativas.

Por exemplo, uma pessoa com sentimento de rejeição, invariavelmente, agirá de forma que demandará uma necessidade de atenção excessiva, e ficará tão ansiosa que o outro diga que a ama, que todo seu movimento fará justamente o contrário. O outro sentirá que aquele que se sente rejeitado deposita na relação – que pode ser um relacionamento afetivo, uma relação de irmão, amizade, ou pais e filhos – uma responsabilidade sufocante e impossível de suprir. Ela sempre pedirá mais e mais – me empresta o carro, me dá um abraço, paga o cinema, me dá um beijo, dorme comigo, vem me ajudar –  e qualquer negação será motivo para uma frustração ou cobrança. Isso acarretará mais sentimento de rejeição para a outra pessoa que sofrerá não vendo suas expectativas supridas. Num ciclo viciante…

Claro que em se tratando de relações afetivas é preciso haver trocas justas e o carinho e o afeto devem ser demonstrados. As pessoas precisam saber que podem contar uma com a outra. Mas essa troca, como o nome diz, é uma troca, não uma demanda motivada por uma carência interminável.

Assim, a pessoa carente, inconscientemente, faz de tudo para confirmar a sua crença de que não é amada, não é boa o suficiente e é incapaz de provocar na outra pessoa um sentimento constante e profundo. Para modificar essa crença de falta de capacidade de provocar o amor, é preciso que uma outra crença seja fortalecida, a segurança e o amor próprio. E paralelamente a isso, é importante que se entenda e perceba que a incapacidade não é real, é uma ilusão. Todos somos capazes, as vezes só precisamos encontrar a frequência certa de nossa alma e harmonizar corpo, mente, emoção e ação.

O Papa nos ensina que a luz do Amor do Criador, a luz da nossa Alma, pode nos ajudar a abrir os olhos para uma nova vida. O Papa ensina que as crenças são apenas imagens formadas por nós mesmos, muitas vezes no passado. Elas não precisam ser encaradas como verdades absolutas.

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