Um esforço extremo

Devemos descobrir até onde podemos ir para alcançar um objetivo

Afinal, qual o limite de nossas forças? Até onde podemos esticar a perna para um passo maior do que o que damos normalmente? Este é um aprendizado que estamos vivendo recorrentemente, desde criança, quando atiramos o brinquedo longe para testar nossa força, nossa noção de espaço, mira, equilíbrio… É importante saber que é possível fazer um esforço extremo e ampliar o limite, mas também é necessário reconhecer que o corpo, a mente, nosso emocional, se cansam e devemos respeitar também esse limite. Uma coisa é você avançar além do limite na busca da ampliação da sua capacidade em determinadas fases da vida. Outra coisa é fazer de uma tarefa extenuante uma realidade constante. Todo esforço além da conta precisa de um prazo de término.

O corpo pensa, é inteligente, e podemos acessar essa força que funciona independentemente de nosso desejo – ninguém diz para o coração que ele deve bater, ele sabe sua função e a cumpre, assim como os demais órgãos. Podemos viver alheios à essa inteligência utilizando o corpo como uma máquina apenas para realizar nosso desejos egoístas por prazer, aparência e ganhos materiais – e ganhos materiais são quaisquer realizações no plano físico, até o esforço para conseguir o corpo mais bonito. Ou podemos trabalhar juntos com nosso corpo, em harmonia e diálogo.

Desta forma, reconhecer o limite do corpo, avançá-lo, quando for preciso, e por períodos momentâneos da vida, é um dos aprendizados que precisamos abraçar. O arcano da Imperatriz é como a mãe que avisa para a criança que se ela pular da cadeira pode se machucar, se colocar a mão na tomada vai levar um choque. Muitas vezes o aviso não impede que se faça o movimento e teste o limite.  A criança quer descobrir qual é a sensação, até onde ela pode ir, e por isso, muitas vezes, mergulha na experiência. Assim, vai percebendo o mundo e seus próprios limites em relação a ele.

A imagem acima e o vídeo abaixo é de Gabrielle Anderson. Atleta quase desmaiada, desidratada e já desorientada pelo esforço no calor do verão e com câimbras na perna esquerda. Mesmo assim a atleta faz questão de terminar a maratona no estádio olímpico de Los Angeles, em 1984. Ela foi a 37 de 44 corredores. Após a prova, ela disse que queria terminar pois talvez aquela fosse sua última oportunidade olímpica. Tinha 39 anos na época.

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