O que é a realidade?

No Tarot, Hermes e Thot são identificados com o Mago. Ele pergunta: o que é a realidade? E ensina: Nós criamos a realidade com nossa forma de pensar, sentir, agir e como realizamos nosso desejo no mundo físico. Então, se nós a criamos, também podemos modificá-la.

Os sentidos: audição, visão, olfato, tato e paladar são nossas portas em direção à realidade. Mas ao mesmo tempo que eles nos possibilitam entender o mundo a nossa volta, também o reduzem. A Kabalah nos ensina que devemos ir além dos cinco sentidos. Mas antes de alcançar/construir um novo sentido que nos dará a acesso às portas dos mundos superiores, precisamos entender muito bem como construímos a nossa realidade, quais são nossas crenças e quais dessas crenças são limitantes. Quais funcionam como um teto que nos impede de avançar, estamos sempre batendo no teto imaginário…

Tudo que acreditamos sobre nós mesmos tanto pode nos ajudar a dar um impulso para o crescimento como pode ser um combustível contrário, que nos afunda e acorrenta, pode construir uma prisão inescapável, impenetrável. Às vezes criamos crenças tão densas sobre nós e sobre o mundo – algo como: eu não sou bom, não mereço, sou sujo, impuro; ou o contrário, sou muito esperto, poderoso, vejo mais que qualquer um… São crenças que fazem com que nada consiga nos alcançar. A fim de quebrar essas crenças os eventos muitas vezes precisam vir como bomba de 10 megatons para nos sacudir, para fazer com que nós acordemos.

A realidade pode ser mesmo uma verdade de concreto, com paredes, corpos, objetos duros e bem dolorosos se nós esbarrarmos neles. Mas ela é também uma construção individual e social.

Tudo é energia e toda a energia se comunica, interage, se impregna e está em constante mutação. Para entender e, posteriormente, modificar a nossa realidade é preciso alcançar o nível energético, dialogar com esse nível, com a energia, e fluir em conjunto com ela.

Mas esse processo não é só exterior, não é como entrar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e aprender meia dúzia de palavras mágicas. As palavras mágicas até existem, são meditações que estão na Kabalah, na Yoga, no Zen budismo, entre outras filosofias, mas para que elas façam o efeito esperado é preciso que o operador, o Mago, se equipare a própria energia, seja também ele a substância que se transforma. Tudo isso nos leva para o processo de conscientização e elevação da consciência. Um processo que nos pede um distanciamento dos desejos instintivos e terrenos.  Um processo longo, mas extremamente benéfico e prazeiroso, ainda que hajam situações dolorosas no caminho.

No fundo, se conseguimos a transmutação da nossa energia nesse nível espiritual, não será preciso nenhuma palavra mágica, estaremos livres para habitar e ver outros mundos e é isso que nossa Alma desejará.

Lembrem-se, a realidade é subjetiva. O tempo passa rápido quando fazemos algo que gostamos, o sofrimento pode ser algo imaginado, não real. Uma crença pode ser tão sólida, quanto uma parede e este mundo é composto apenas por 1% da realidade universal.

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